A lei da Cópia Privada para totós

Category: Dia a dia | Date: 22 de Agosto de 2014 às 14:27 | 2 Comentários

Não vou neste post dar muitos argumentos ou dissertar sobre a razão pela qual a (quase aprovada) Lei da Cópia Privada é uma aberração e um retrocesso civilizacional. Há quem já o tenha feito muito melhor que eu o possa alguma vez fazer, e a grande maioria desses textos podem ser encontrados no blog da Jonas.

Então para que serve este post? Simples: para dar como resposta às alarvidades que tenho lido nas redes sociais, infeliz e principalmente, por aqueles que, como eu, são contra esta lei.

O que é afinal a Lei da Cópia Privada?

É uma lei já existente há uns anos valentes e que abrange suportes “físicos” como cassetes, CDs, DVDs, etc… e que agora querem abranger aos suportes digitais, como os discos e memórias (integrantes da grande maioria dos gadgets existentes hoje em dia, como por exemplo, seja qual for o equipamento em que estás a ler este post).

O que esta lei diz é que é devida uma taxa por utilização destes suportes (físicos ou digitais) como forma de compensar os autores pela (eventual) Cópia Privada das suas obras para estes mesmos suportes.

O que é a Cópia Privada? (Não a lei, a dita cópia mesmo!)

Cópia Privada é uma cópia de um conteúdo adquirido de forma legal para outro suporte.

Exemplo: compras um filme em DVD e passas para o tablet para o poderes ver nas férias.

Outro exemplo: compras um álbum no iTunes e gravas num CD áudio para o poderes ouvir no antigo autorádio do carro.

Ainda outro: compras um álbum em CD e copias para uma pen para poderes ouvir no computador.

Então mas isso quer dizer que tenho de pagar para consumir (num suporte/dispositivo diferente) um conteúdo que já comprei?

Sim! Estúpido, right?

Imagina teres de pagar por cada aparelhagem em que ouves um mesmo CD. É mais ou menos a mesma coisa, mas com ficheiros MP3 (por exemplo).

Espera lá! Mas todos os suportes pagam? Mesmo aqueles em que não vou fazer Cópia Privada?

Salvo raras excepções para profissionais, SIM! Discos para o computador, pen drives USB, telemóveis, tablets, box descodificadoras, etc…

Não basta seres taxado por eventualmente ires utilizar esse equipamento para consumires uma cópia do conteúdo que já pagaste, ainda és taxado por cada megabyte de capacidade (ocupada ou não) que esse equipamento tiver. Desde os ficheiros do próprio sistema, às fotos do cão, passando pelo vídeo privado com aquela ucraniana loura, tudo paga!

Mas e as selfies?

Pagam!

Mas esta taxa não é para defesa dos autores?

Como assim “para defesa dos autores”? Os autores já receberam pela sua obra quando a compraste legalmente. Não é justo que recebam de novo só porque queres consumir a obra noutro suporte.

Além disso quem recebe o valor destas taxas é a AGECOP, uma entidade criada para gerir estes dinheiros, que os distribui pelas associações suas associadas (após tirar o seu quinhão para “custos próprios”), associações essas (sendo a SPA o melhor exemplo) que depois os distribuem pelos autores seus associados (mais uma vez, após tirarem o seu quinhão para “custos próprios”), divisão essa que é feita com base nas vendas (físicas) de obras e feita apenas pelos autores devidamente inscritos e pagantes de quotas destas mesmas associações (entidades privadas).

Confuso não é? Pois!

Esta taxa é para a defesa do bolso de alguns, e não é dos autores.

Então e pirataria? Assim sempre se compensam os autores pela pirataria…

Cala-te pá!

Não existe NADA no projecto lei da Cópia Privada sobre pirataria.

A pirataria nada tem nada a ver com a Cópia Privada. Ponto final, parágrafo!

Mas de certeza que ao pagar a taxa da Cópia Privada não passam a ser legais todos os ficheiros de música e vídeo que tenho no meu disco?

Não. Só se os compraste legalmente noutro suporte e os COPIASTE para esse disco.

Mas há pessoas a favor da Lei da Cópia Privada que usam o argumento de que há muita pirataria e que se devem compensar os autores.

Pois há. E estão apenas a criar confusão e tentar obter simpatia por esta lei, apesar de o cu nada ter a ver com as calças.

Se querem resolver o problema da pirataria, façam-no de outra forma, nomeadamente aplicando (realmente) as leis já existentes sobre este tema. Usar a Cópia Privada como uma camuflagem é desonesto (à falta de melhor termo).

Mas há pessoas contra a Lei da Cópia Privada que usam o argumento de que não há como provar que fazem pirataria.

Pois há, e só estão a fazer um favor aos defensores da lei ao discutir um assunto que nada tem a ver com a Cópia Privada, ajudando na campanha de desinformação orquestrada pela AGECOP e seus associados.

Mas, mas…

“Mas, mas” uma merda! É dupla taxação! É roubo!

Este post é do ca…tano, mas o que eu gostava mesmo era de uma FAQ à séria! Escrita por pessoas que falem português e assim…

Estás no sítio errado, sóce. O que tu queres ler é isto: http://jonasnuts.com/faq-lei-da-copia-privada-pl118-491801

Time to change. Time to focus!

Category: Dia a dia | Date: 13 de Maio de 2014 às 23:54 | Seja o primeiro a comentar

Não acabei o curso de Engenharia Informática na FCT-UNL, por opção, porque comecei a trabalhar na noite, como DJ em bares locais.

Fui trabalhar para uma empresa de alumínios.

Dei suporte a aplicações de negociação em bolsa na MarketWare.

Fui responsável de informática no Grupo BF.

Em 2005 decidi abrir a minha própria empresa, a Webdados, com um sócio, o Rui Alfaro (a quem agradeço a confiança).

Acabei por adquirir a totalidade da empresa e fiquei dono e senhor do meu trabalho.

Muitos projectos iniciei e encerrei. Alguns rentáveis, outros nem por isso.

O blog.com.pt já vinha de 2002 e foi adoptado pela Webdados. Hoje este projecto deixou de fazer sentido e foi encerrado.

O encerramento deste site é apenas simbólico. Os próximos meses serão dedicados a focar-me naquilo que quero fazer no futuro próximo.

Trabalhar por conta própria parece muito bonito e fácil, mas não é. Se, como eu, te acomodares, a coisa não vai correr bem.

É tempo de mudança, é tempo de me focar.

O verão vai ser sabático. Tempo de diversão, de relax, de reflexão. Necessito desse tempo. Tenho de parar, descansar e reflectir.

Mais novidades em breve. Boas? Más? Veremos…

(Obrigado Paula por me aturares e apoiares nesta decisão)

A política e as redes sociais

Category: Dia a dia | Date: 22 de Março de 2014 às 15:11 | Seja o primeiro a comentar

É público que nas últimas autárquicas estive envolvido numa candidatura no meu concelho, a gerir a campanha online da mesma. Fi-lo por razões profissionais, mas também porque era a candidatura que apoiava, tendo dado muito mais à causa do que aquilo que financeiramente recebi.

Ingenuamente achei que as redes sociais iam ser um sucesso. A coisa não correu nada mal, mas a verdade é que a participação das pessoas ficou muito aquém das espectativas.

Numa lista com mais de 100 pessoas era de esperar que cada post no Facebook, onde “toda a gente” está, tivesse pelo menos 50 ou 75 partilhas. Nem os próprios interessados participam.

O meu amigo Pedro Aniceto partilhou esta experiência comigo, num concelho aqui ao lado, e várias vezes discutimos esta realidade e a incompreensão perante a atitude das pessoas com a política nas redes sociais.

O seu recente post no Facebook sobre esta temática levou-me a escrever este texto que já há um tempo andava aqui entalado.


A verdade é que as pessoas não gostam de ser confrontadas com as suas posições políticas e as redes sociais são uma janela aberta para o mundo.

Não se vai agora arriscar que aquele nosso “amigo” de Freixo de Espada à Cinta, que nunca vimos pessoalmente, nos questione ou não concorde com as nossas posições políticas.

Então e as pessoas que estão envolvidas na campanha offline, os familiares, os que vão abanar a bandeirinha aquando da visita do líder do partido ao concelho? Esses não participam nas redes sociais? Não. Nos eventos onde se vai abanar a bandeirinha são vistos por pouco mais que os seus pares, aqueles que consigo partilham a convicção política. No Facebook não…

O Facebook é para ser utilizado para as coisas “realmente importantes” como partilhar fotos de cães desaparecidos, revoltar-se contra a música que nos vai representar no Festival da Canção, falar das bolas do Ronaldo, jogar “Modafóquin Saga” ou fazer like na foto de decote generoso daquela nossa ex-colega boazona do secundário (enquanto se reza para que a mulher não note).

No online (como também no offline) o que fica bem é dizer: “são todos iguais”. Não nos comprometemos, não ferimos susceptibilidades e ainda damos uma de “rebelde” contra o sistema. Mais do que isso, como por exemplo participar ou apoiar uma candidatura com que mais nos identificamos, pode ser mal visto pelos “amigos” e não podemos deixar que isso aconteça.

Os políticos só “são todos iguais” porque nós os deixamos. Temos aquilo que merecemos.

Ninguém espera que se tornem políticos ou militantes. O que é exigível a todos é que se informem e informem os outros. Que tomem posição.

Passando para o offline: enquanto as pessoas acreditarem que a abstenção é uma forma de protesto, não vamos ter melhores políticos. Não tenham a mínima dúvida. Verdade como eu estar a escrever este post num local menos próprio.

Oh Pedro, quando é que vens cá beber um gin e comer umas Gambas à Brás?

Receita de Gambas à Brás (com vídeo)

Category: Video PodCast | Date: 10 de Março de 2014 às 23:02 | Seja o primeiro a comentar

Este é um dos meus pratos favoritos. Aqui fica a minha receita de Gambas (ou camarões) à Braz, uma variação do famoso prato Bacalhau à Brás, para 2 a 3 pessoas.

Gambas à Brás

Ingredientes:

 

  • 400gr. de gambas descascadas e congeladas (300gr. depois de escorridas);
  • 50cl. a 1dl. de azeite;
  • 50gr. de margarina;
  • 2 a 3 cebolas pequenas;
  • 2 dentes de alho;
  • 250 a 350gr. de batata palha;
  • 3 a 4 ovos;
  • sal, pimenta, salsa e azeitonas q.b.
  • 1 copo de vinho branco *

Preparação:

 
Aquecer o azeite e juntar a cebola e alho picados a gosto.

Adicionar a margarina.

Quando a cebola estiver cozinhada adicionar as gambas, baixar o lume e mexer. Pode temperar com um pouco de pimenta preta moída no momento, picante ou malaguetas.

Tapar o tacho, deixar refogar 4 a 5 minutos em lume brando, e ir mexendo.

Beber um gole de vinho branco enquanto espera.

Bater os ovos e temperar os mesmos com (pouco) sal e pimenta preta moída.

Juntar a batata palha aos poucos e ir mexendo, em lume brando, até  a mesma ficar mole. Atenção para não deixar pegar ao tacho.

Juntar os ovos mexidos e mexer bem envolvendo toda a mistura.

Deixar cozinhar, a gosto, durante 2 a 3 minutos. (Eu, pessoalmente, não gosto de deixar secar muito)

Beber outro gole de vinho branco enquanto espera.

Servir enfeitando com salsa picada e azeitonas.

Acompanhar com… o resto do vinho branco! (* que, na verdade, não entra na receita)

Vídeo de preparação:

 

Google Analytics: onde está a coerência na privacidade dos utilizadores?

Category: (Web) Design / Development, Dia a dia | Date: 6 de Janeiro de 2014 às 12:58 | Seja o primeiro a comentar

Como é sabido, as keywords/frases de pesquisa através das quais um visitante chega ao nosso site deixaram de ser partilhadas através do Google Analytics, supostamente por questões de privacidade dos visitantes.

Agora passaram a estar disponíveis dados demográficos dos visitantes (como idade e sexo) e interesses dos mesmos.

Ora as frases de pesquisa são basicamente informação que nós já temos: são o conteúdo do NOSSO site. Apenas nos era informado quais os temas que mais interessavam às pessoas, sem que soubessemos quem eram essas pessoas. Não vejo aqui nenhum problema de privacidade. Já os dados agora fornecidos, e apesar de também não os achar “privados” são, sem dúvida, muito mais pessoais.

notprovided

Sou só eu quem acha que a desculpa da privacidade é uma grande treta?