Dia a dia

Time to change. Time to focus!

Category: Dia a dia | Date: 13 de Maio de 2014 às 23:54 | Seja o primeiro a comentar

Não acabei o curso de Engenharia Informática na FCT-UNL, por opção, porque comecei a trabalhar na noite, como DJ em bares locais.

Fui trabalhar para uma empresa de alumínios.

Dei suporte a aplicações de negociação em bolsa na MarketWare.

Fui responsável de informática no Grupo BF.

Em 2005 decidi abrir a minha própria empresa, a Webdados, com um sócio, o Rui Alfaro (a quem agradeço a confiança).

Acabei por adquirir a totalidade da empresa e fiquei dono e senhor do meu trabalho.

Muitos projectos iniciei e encerrei. Alguns rentáveis, outros nem por isso.

O blog.com.pt já vinha de 2002 e foi adoptado pela Webdados. Hoje este projecto deixou de fazer sentido e foi encerrado.

O encerramento deste site é apenas simbólico. Os próximos meses serão dedicados a focar-me naquilo que quero fazer no futuro próximo.

Trabalhar por conta própria parece muito bonito e fácil, mas não é. Se, como eu, te acomodares, a coisa não vai correr bem.

É tempo de mudança, é tempo de me focar.

O verão vai ser sabático. Tempo de diversão, de relax, de reflexão. Necessito desse tempo. Tenho de parar, descansar e reflectir.

Mais novidades em breve. Boas? Más? Veremos…

(Obrigado Paula por me aturares e apoiares nesta decisão)

A política e as redes sociais

Category: Dia a dia | Date: 22 de Março de 2014 às 15:11 | Seja o primeiro a comentar

É público que nas últimas autárquicas estive envolvido numa candidatura no meu concelho, a gerir a campanha online da mesma. Fi-lo por razões profissionais, mas também porque era a candidatura que apoiava, tendo dado muito mais à causa do que aquilo que financeiramente recebi.

Ingenuamente achei que as redes sociais iam ser um sucesso. A coisa não correu nada mal, mas a verdade é que a participação das pessoas ficou muito aquém das espectativas.

Numa lista com mais de 100 pessoas era de esperar que cada post no Facebook, onde “toda a gente” está, tivesse pelo menos 50 ou 75 partilhas. Nem os próprios interessados participam.

O meu amigo Pedro Aniceto partilhou esta experiência comigo, num concelho aqui ao lado, e várias vezes discutimos esta realidade e a incompreensão perante a atitude das pessoas com a política nas redes sociais.

O seu recente post no Facebook sobre esta temática levou-me a escrever este texto que já há um tempo andava aqui entalado.


A verdade é que as pessoas não gostam de ser confrontadas com as suas posições políticas e as redes sociais são uma janela aberta para o mundo.

Não se vai agora arriscar que aquele nosso “amigo” de Freixo de Espada à Cinta, que nunca vimos pessoalmente, nos questione ou não concorde com as nossas posições políticas.

Então e as pessoas que estão envolvidas na campanha offline, os familiares, os que vão abanar a bandeirinha aquando da visita do líder do partido ao concelho? Esses não participam nas redes sociais? Não. Nos eventos onde se vai abanar a bandeirinha são vistos por pouco mais que os seus pares, aqueles que consigo partilham a convicção política. No Facebook não…

O Facebook é para ser utilizado para as coisas “realmente importantes” como partilhar fotos de cães desaparecidos, revoltar-se contra a música que nos vai representar no Festival da Canção, falar das bolas do Ronaldo, jogar “Modafóquin Saga” ou fazer like na foto de decote generoso daquela nossa ex-colega boazona do secundário (enquanto se reza para que a mulher não note).

No online (como também no offline) o que fica bem é dizer: “são todos iguais”. Não nos comprometemos, não ferimos susceptibilidades e ainda damos uma de “rebelde” contra o sistema. Mais do que isso, como por exemplo participar ou apoiar uma candidatura com que mais nos identificamos, pode ser mal visto pelos “amigos” e não podemos deixar que isso aconteça.

Os políticos só “são todos iguais” porque nós os deixamos. Temos aquilo que merecemos.

Ninguém espera que se tornem políticos ou militantes. O que é exigível a todos é que se informem e informem os outros. Que tomem posição.

Passando para o offline: enquanto as pessoas acreditarem que a abstenção é uma forma de protesto, não vamos ter melhores políticos. Não tenham a mínima dúvida. Verdade como eu estar a escrever este post num local menos próprio.

Oh Pedro, quando é que vens cá beber um gin e comer umas Gambas à Brás?

Google Analytics: onde está a coerência na privacidade dos utilizadores?

Category: (Web) Design / Development, Dia a dia | Date: 6 de Janeiro de 2014 às 12:58 | Seja o primeiro a comentar

Como é sabido, as keywords/frases de pesquisa através das quais um visitante chega ao nosso site deixaram de ser partilhadas através do Google Analytics, supostamente por questões de privacidade dos visitantes.

Agora passaram a estar disponíveis dados demográficos dos visitantes (como idade e sexo) e interesses dos mesmos.

Ora as frases de pesquisa são basicamente informação que nós já temos: são o conteúdo do NOSSO site. Apenas nos era informado quais os temas que mais interessavam às pessoas, sem que soubessemos quem eram essas pessoas. Não vejo aqui nenhum problema de privacidade. Já os dados agora fornecidos, e apesar de também não os achar “privados” são, sem dúvida, muito mais pessoais.

notprovided

Sou só eu quem acha que a desculpa da privacidade é uma grande treta?

O trabalho mais estranho que fiz como informático

Category: Dia a dia | Date: 22 de Outubro de 2013 às 23:46 | 1 Comentário

Acabei de ver agora um documentário sobre as Petrona Towers, em Kuala Lumpur, na Malásia, em que falaram de um problema informático com os computadores que controlavam a subida/instalação da ponte suspensa entre as duas torres. Isto fez-me lembrar da situação mais improvável que tive de resolver na minha profissão como informático. Em 2009 abriu o prolongamento da linha vermelha do Metro de Lisboa, que liga a Alameda a São Sebastião, resolvendo um dos maiores problemas da rede de metropolitano de Lisboa. Antes disso, e durante a obra, a minha empresa, a Webdados, era fornecedora de material de escritório e consumíveis à obra e ocasionalmente fornecia serviços de suporte informático à (estranha) rede informática da mesma. Esta obra foi realizada por um consórcio de empresas, a SBMS: Somague, BPC, Mota-Engil e SPIE. Cada uma destas empresas tinha o seu suporte informático mas existia a necessidade de ter serviços de suporte independentes específicos para a obra. Aqui entrava eu. Numa sexta-feira ao final da tarde ligam-me da obra a dizer que a tuneladora (TBM) estava parada. A primeira coisa que pensei foi: “enganaram-se no número. O que raio tenho eu a ver com uma máquina monstruosa, enterrada a dezenas de metros de profundidade, e que é o coração da obra?!” Mas afinal não se tinham enganado… O computador que controlava a TBM tinha crashado e não arrancava. O erro era claro e tratava-se de um problema de disco. tbm O custo de pedir suporte ao fabricante da tuneladora era algo assustador, além de que a obra estava parada e não se podia esperar que um técnico se deslocasse do outro lado do mundo para resolver o problema. A perfuração tinha de continuar. Ainda na sexta-feira, e ao telefone, consegui que alguém na obra entrasse na BIOS do computador e me transmitisse as características do disco instalado. Consegui, quase por milagre, arranjar um disco muito semelhante e no sábado de manhã estava na Alameda para resolver o problema. Aqui a coisa começa a ficar estranha. Sou dirigido para um contentor onde me entregam um fato de macaco, capacete e botas… Na minha ingenuidade pensei que o computador que controlava a TBM estava instalado à superficie, mas afinal não. Depois de me equipar fui levado para o elevador instalado no poço de acesso ao túnel, que na verdade pouco mais era do que uma jaula metálica, e que me levou às profundezas da obra. Fui depois transportado num camião, adaptado a circulação em túneis, por alguns kms até chegar à frente de obra, onde estava a TBM, parada, à minha espera. O ambiente era assustador: quente, húmido, escuro. Atravessei toda a extensão da TBM por escadas, corredores e passadiços, dignos de um filme de terror, até chegar ao ponto onde está o computador, com Windows 95 (sighs!!) que controla todo o sistema, quase na frente da máquina, a metros da parede que deveria estar a ser perfurada. O computador estava instalado numa caixa metálica, estanque, e que deu algum trabalho a abrir, por parte de um dos operários. Depois de confirmado o problema, e de ter finalmente acesso às entranhas do PC, removi o disco e pedi para voltar à suprefície com o mesmo. Utilizando uma série de ferramentas, incluíndo o Norton Ghost e outras que não me recordo agora, consegui replicar os conteúdos do disco para o novo que tinha conseguido obter à última da hora no dia anterior. Voltámos às profundezas, instalei o disco, o PC arrancou e passados poucos minutos a TBM estava de novo a avançar Lisboa a dentro a caminho de São Sebastião. O resto é história. linhavermelha E tu? Qual foi a coisa mais estranha que tiveste de fazer na tua profissão? Relata-a nos comentários.

Lição do dia: O trabalho compensa sempre!

Category: Dia a dia | Date: 18 de Outubro de 2013 às 21:40 | Seja o primeiro a comentar

O Luís tem alguma dificuldade em contar até 10. A partir do 6 troca os números todos. Di-los, mas por ordem errada.

Apesar de no colégio nos dizerem que nesta idade, 4 anos, o importante é saber até ao 5, nós, pais, queremos sempre um pouco mais.

Sem o pressionar, até porque ele não gosta, eu e a Paula fizemos com ele, nos últimos 3 ou 4 dias, alguns jogos matemáticos. A coisa correu mais ou menos. Raramente acertava a 100%, mas mesmo assim o resultado foi bastante satisfatório. Foram pequenas sessões de 10 ou 20 minutos a contar peças numeradas. Trabalhou assim, ao mesmo tempo, a contagem (o mais importante) e o reconhecimento do algarismo. De novo, sem qualquer tipo de pressão.

Hoje é 6ª feira e não o quis maçar com esses exercícios. Esteve meia hora a jogar Mario Kart enquanto eu arrumava a cozinha.

Quando o fui deitar o Luís perguntou-me: “Pai, porque é que as tuas mãos são iguais às minhas?”, ao que respondi: “Não são filho. São maiores”. “Não é isso. Com os mesmos dedos!” diz-me ele. Eu estava com as mãos esticadas, porque as estávamos a comparar, e ele aponta para o 1º dedo e começa a contar: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Assim, perfeito, sem enganos ou hesitações.