Velocidade na Av. 25 de Abril, Pinhal de Frades

Na Assembleia Municipal do Seixal que se realizou em Pinhal de Frades, a 21 de Setembro de 2012, pedi a palavra para, entre outros assuntos de índole local (curiosamente não muito discutidos nestas reuniões e onde se fala muito em macro-economia e na troika e em assuntos mais parlamentares do que municipais) sugerir lombas limitadoras de velocidade para a Av. 25 de Abril em Pinhal de Frades, devido à enorme velocidade com que se circula nesta via.


Foi-me explicado pelo vereador responsável, Eng. Joaquim Santos, que por ser uma via “central” é considerada um corredor para veículos de emergência e que por isso não podia ser alvo desta implementação. Fiquei relativamente satisfeito com esta explicação. E é também de notar que o sr. vereador era conhecedor desta e das outras duas situações sobre as quais intrevi, o que me deixou positivamente surpreendido.

No entanto, a verdade é que foram instaladas na semana passada lombas nesta mesma via, no cruzamento com a Av. Quinta das Laranjeiras. A via deixou de ser considerada corredor de emergência?


É certo que neste cruzamento acontecem alguns acidentes graves, mas também é certo que antes de ontem, exactamente no sítio onde sugeri a instalação das lombas, em frente à Escola EB e Farmácia, tive de socorrer um cão atropelado a alta velocidade pelas 22h da noite. E quando for uma pessoa?

É também de referir que o sr. vereador, me “garantiu” que com a existência das baias protectoras nas passadeiras, instaladas pouco tempo depois da minha 1ª reclamação, anterior à Assembleia, via email, era fisicamente impossível fazer esta avenida a mais de 80km/hora. O meu primeiro comentário é que esta é uma via limitada a 50km/h e não 80. O meu segundo comentário é que é falsa essa impossibilidade. Basta viver aqui para saber isso. Basta pedir aos funcionário da CMS, que fazem a recolha nocturna do lixo, que relatem as velocidades ainda practicadas nesta via, mesmo depois da instalação das referidas baias. É no entanto de reconhecer que estas baias impossibilitam a ultrapassagem, por exemplo, do autocarro que pára em frente à escola, melhorando muito consideravelmente a segurança nesta situação.

Voltando ao argumento “corredor de emergência”, chamo a atenção para o facto de na entrada de Pinhal de Frades, na Av. da Ponte, em frente ao café Dejá Vu, existir uma lomba.


Os carros de emergência virão, na grande maioria das vezes, do Seixal, pelo que são obrigados a passar neste local antes de chegarem à Av. 25 de Abril. E nesse local não existe uma escola, nem é uma via com 2km de comprimento onde se praticam velocidades extremas, razão aliás pela qual as tais lombas foram criadas na semana passada noutro local da mesma via. Todas, ou a grande maioria dos veículos de emergência vão passar na Av. da Ponte, e pela lomba lá existente, mas só passarão na Av. 25 de Abril algumas, conforme o seu destino.

Ainda sobre o mesmo argumento, seguem apenas alguns exemplos de vias aqui à volta, que me parecem, a mim, que pouco ou nada percebo do assunto, serem tão ou mais importantes como corredores de emergência e que têm lombas limitadoras de velocidade:

E mais exemplos existem, mas não é minha intenção despejar aqui uma lista infindável.

Como referi anteriormente, aceito e compreendo a explicação que me foi dada, mas não podia deixar de escrever este post com algumas observações e factos que contrariam a mesma. É importante que fique claro que este post não tem como intenção atacar o Vereador Joaquim Santos. É uma simples resposta, dado que não há direito/tempo para fazer a mesma durante a Assembleia Municipal. Este post é, digamos, um relançamento da discussão.

Relativamente aos outros dois assuntos que levei a Assembleia, e muito sucintamente:

Estacionamento da R. Dr. Raúl Machado / Criação de parque nas traseiras da mesma:

Satisfeito com a resposta que me foi dada. O parque está projectado/planeado. Esperemos então que não demore muito tempo a disponibilização das verbas para a construção do mesmo.
Já relativamente aos pilaretes, e apesar de compreender o problema de acessibilidade que os pilaretes trazem penso ser pior simplesmente deixar de haver passeio. A verdade é vejo com frequência os mesmos a serem colocados em vários pontos do concelho com problemas idênticos (ver os dois links), portanto não concordo com a explicação que me foi dada. Relembro que o caso é grave: exemplo 1, exemplo 2, exemplo 3, exemplo 4. E aliás, foi colocado um género de pilarete para proteger a entrada da garagem de 1 (!) morador da rua, ao invés de ser assegurada a possibilidade dos peões usarem o passeio. Não raras vezes se assiste a idosos e pessoas com crianças a terem de contornar os veículos, passando pela estrada, para acederem à Farmácia.

Estacionamento selvagem da R. Dr. Raúl Machado

Pilaretes causam problemas de acessibilidade, carros atravessados nos passeios não.

Actualização (20 de Fevereiro): Aparentemente em Corroios os pilaretes deixam de ser causadores de problemas de acessibilidade e passam a “devolver as ruas aos peões“. Cada vez fico mais com a sensação que é mais importatante “mostrar quem manda” do que resolver os problemas dos munícipes.

Sentido único na Av. da Ponte, Pinhal de Frades, no troço em frente ao Colégio Atlântico:

Apesar de não concordar com a situação/decisão actual que me foi transmitida, porque o caos continua (sugiro visita ao sítio entre as 18h e 19h), a verdade é que a maioria da população da rua opinou em manter os dois sentidos, e a democracia respeita-se!

Podem não concordar com o meu ponto de vista, mas eu ao menos interesso-me nos problemas da minha comunidade, rua, bairro, e participo, dentro dos possíveis. E você? Já se mexeu?

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