Comunicação à Brisa devido à falta de sinalização de alternativas nas obras na A2

Category: Dia a dia | Data: 24 de Novembro de 2018 às 03:33 | 1 Comentário

Enviei hoje esta comunicação à Brisa:

Comunicação enviada para a Brisa com CC para:

  • Infraestruturas de Portugal
  • Direção-Geral do Consumidor
  • Secretário de Estado das Infraestruturas
  • CM Seixal e Cm Almada
  • PS, CDU, PSD, CDS e BE de Seixal e Almada
  • Automóvel Clube de Portugal
  • Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados

Exmos. Srs. da Brisa,

É 1h30 da manhã e acabei de chegar a casa depois de ter demorado pouco mais de uma hora a percorrer o percurso Lisboa – Seixal, devido às obras de repavimentação que actualmente decorrem na A2.

Não vos escrevo este email a reclamar relativamente às obras. As obras são necessárias e estão a ser realizadas, e muito bem, em período nocturno.

O que eu não consigo compreender, nem aceitar, é que em 2018 a Brisa não tenha nenhum responsável que tenha pensado que talvez fosse uma boa ideia colocar um aviso entre o final da Ponte 25 de Abril e o nó de Almada alertando para as obras e sugerindo, de forma assertiva e inequívoca, as alternativas.

A única indicação que existe é um outdoor, tipo publicitário, com a mascote da Brisa. Design porreiro e tal… Mesmo que alguém o veja, o que não é provável, dado que as obras acontecem de noite e (guess what?) o mesmo não é iluminado, a sua utilidade é nula. Porquê? Porque está DEPOIS do nó de Almada, quando já não há nada a fazer. Podiam ter escrito no outdoor “Obras na A2… ahahhaha já foste!!” que ao menos ganhavam pontos pela originalidade. Assim, como está, não serve para nada (a não ser dar uns cobres a ganhar à empresa que o montou).

E por favor não me respondam a este email referindo que foram efectuadas comunicações, nomeadamente através do vosso website. Se essas comunicações tivessem tido algum efeito não haveria uma fila de mais de 5km à uma da manhã.

Não estamos a falar de ciência aeroespacial, da cura do cancro, do sentido da vida ou de finalmente descobrir todas as casas decimais do PI.

Estamos a falar de um simples aviso, luminoso, visível, útil, com a indicação:

“OBRAS. TRÂNSITO DEMORADO. UTILIZE AS ALTERNATIVAS A33 OU N10”

NOTA: Antes do nó de Almada!

É simples. É eficaz. É o mínimo exigível no século XXI, num país membro da União Europeia, pela empresa que inventou e exporta para todo o mundo a Via Verde (for god sake…).

O que mais me choca é que tenha de ser um utente a lembrar-vos que talvez seja boa ideia fazer isto.

Podia ter utilizado o Waze ou Google Maps para verificar o estado do trânsito. Certamente que sim. Senhores… estava tão cansado que nem pensei no assunto. Falha minha (e dos milhares de outros automobilistas que comigo partilharam o início desta madrugada na A2).

PS: Se nada do que escrevi neste email vos leva a tomar medidas, pensem nos milhares de euros que poderiam facturar em portagens na A33 durante as obras, se ao menos colocassem o aviso de alternativas.

Melhores cumprimentos,
Marco Almeida

 


 

Resposta da Infraestruturas de Portugal a 26 de Novembro:

Relativamente à sua exposição, que agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção, uma vez analisado o respetivo conteúdo, verificamos que o assunto em questão está localizado numa estrada integrada no contrato de concessão da Brisa e não da Infraestruturas de Portugal, S.A., razão pela qual procedemos ao seu encaminhamento para a respetiva concessionária.

Aparentemente não estão muito preocupados com o que as concessionárias fazem ou deixam de fazer. (ERRO MEU, ver de seguida)

Actualização recebida por email a 27 de Novembro:

Damos como recebida a sua mensagem e cumpre-nos informar que a gestão dos contratos de concessão que integram as vias em causa, é desde 2008 assegurada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, I.P.(IMT,I.P.), nos termos do DL n.º 236/2012, de 31 de outubro).

Agradeci o esclarecimento e encaminhei para o IMT, que deveria ter colocado em CC no email original, em vez da IP.

 


 

O PSD Almada encaminhou o assunto para a Lusoponte a 27 de Novembro:

Boa tarde,

Tivemos conhecimento do e-mail do Sr. Marco Almeida, com o assunto “Falta de sinalização de alternativas nas obras na A2”, o qual encaminhamos.

Trata-se de uma situação que merece a nossa melhor atenção.
Apesar de as obras em curso serem promovidas pela Brisa Concessão Rodoviária, no cumprimento do contrato em vigor, tal situação acaba por prejudicar os utilizadores da concessão que a precede – Lusoponte – no sentido norte-sul.
Salvo melhor opinião, parece-nos que existe efetivamente uma falta de informação sobre a existência de alternativas (nomeadamente IC20 e A33, ou Variante N10 e N10), pelo que seria importante que se considerasse a colocação de um painel luminoso na concessão da Lusoponte no sentido norte-sul, algures entre o km 2 e 3, à semelhança do que acontece no sentido inverso.

Encontramo-nos ao dispor para esclarecimentos sobre este ou outros assuntos e, se necessário, para agendamento de reunião.

Melhores cumprimentos,

João Antunes

 

Asshole

Category: Dia a dia | Data: 18 de Julho de 2018 às 18:56 | Seja o primeiro a comentar

noun Vulgar.

  1. anus.
  2. Slang.
    1. a stupid, mean, or contemptible person.
    2. the worst part of a place or thing.
    3. Donald Trump

Now that Donald Trump is the first result for “idiot” on Google Images, we should all aim for the next level: “asshole”.

I challenge you all, dear internet.

Asshole

Asshole

Sem papel nada feito! Qual papel? Ahhh, esse papel!

Category: Dia a dia | Data: 4 de Julho de 2018 às 09:05 | Seja o primeiro a comentar

No âmbito de uma especialidade em que sou seguido no Hospital Garcia de Orta, em Almada, tinha análises marcadas para 24 de Maio, dia em que houve greve dos enfermeiros, sendo que nunca fui contactado para remarcar estas mesmas análises, apesar da consulta em que as tinha de apresentar se realizar a 4 de Junho. Até aqui tudo (mais ou menos) bem.

Fiz a consulta sem ter o resultado das análises e a minha médica, pessoa que vive em 2018, disse para eu depois a avisar via email assim que tivesse as análises feitas que ela as consultaria em sistema.

Tratei então eu de remarcar para 27 de Junho, mas por atraso na chegada de um avião, no dia anterior à noite, chegado de uma viagem que tinha realizado, não consegui comparecer às 8 da manhã no hospital.

Hoje vim ao hospital com a minha mulher, para outros afazeres, e lembrei-me de tirar senha para resolver de vez esta situação.

Fui atendido por uma funcionária que me diz imediatamente e sem demoras: Sem papel nada feito!

Qual papel?

O papel que deveria ser completamente desnecessário quando pensamos que estamos em 2018 e que as análises foram pedidas e marcadas nesta mesma instituição.

O papel que eu já apresentei quando saí da consulta e tive de me dirigir ao piso 1 para marcar as análises pedidas uns pisos acima, uns minutos antes.

O papel que eu já apresentei quando tive de ser eu a deslocar-me ao hospital para fazer a remarcação que deveria ter sido feita pelos serviços, porque não, ninguém atende a porra do número de telefone que está escrito “no papel”.

O papel que não tem mais informação do que aquela que a funcionária está a ver no sistema no momento em que me está a atender.

O papel que legitima regras obsoletas, processos burocráticos completamente desnecessários e a falta de vontade de uma funcionária resolver o problema ao utente.

Ahhh, esse papel!

Pasta Caffé – Ristorante Italiano (só que não…)

Category: Dia a dia | Data: 29 de Junho de 2017 às 22:14 | Seja o primeiro a comentar

Hoje fomos às compras ao Almada Forum. Disse à Paula e ao Luís que me apetecia comer algo não muito caro, mas sem ser fast food. Concordaram.

Há bastante tempo que estava para experimentar o Pasta Caffé – Ristorante Italiano e pareceu-me uma boa oportunidade. É certo que tinha noção que, sendo um restaurante de centro comercial, não iria ter a verdadeira experiência de um restaurante italiano, mas a carta surpreendeu-me, nomeadamente no statement: “Pasta – Fresca, como deve ser“. O facto de todos os pratos estarem designados em italiano mostrava também algum cuidado.

Vamos lá experimentar isto, disse eu à família.

Spoiler: É tudo jajão!

Pedimos para entrada um “trio” de pães de alho com tomate, bacon e mozarella. Não estavam maus, mas tratava-se claramente de pão industrial congelado. Igual à Pizza Hut, vá.

Para pratos principais pedimos uma “Lasagna Classica” e um “Spaghetti alla Bolognese” a serem partilhados pelos três.

O “Spaghetti alla Bolognese” anunciava ser “segundo a receita original”, mas como eu sou um ignorante nestas coisas, e cá em casa o “tradicional” é refogado, carne e tomate, decidi perguntar o que levava esta receita. O simpático funcionário indicou-me que levava cenoura em cubos. Ora como eu sou esquisitinho do caralho™ com a comida, pedi que não usassem cenoura, ao que o funcionário me respondeu que ia verificar se era possível. Primeiro sinal de alarme: como assim “verificar se é possível”? Então mas não estamos a falar de comida fresca? Pois… não estamos. Veio a resposta: o molho já está feito. Bem, fazem mise en place (pensei eu). Venha lá isso, mesmo com cenoura.

Depois de 40 minutos à espera, chegam os dois pratos.

Tanto a massa da lasanha como o esparguete não são frescos. Longe disso. Massinha seca de pacote e já gozas. No momento optei por não reclamar. Bem, que se lixe. Vamos lá comer isto que também não é assim tão caro.

Afinal era caro. Bem caro. Caro demais para o que nos esperava.

O molho de bolonhesa (e seus cubos de cenoura com 1x1cm) era exactamente o mesmo no esparguete e na lasanha (ok, ambos são bolonhesa), mas igualmente mau em ambos os pratos. Parecia ter sido feito há uma semana. Não havia muito a fazer, fomos comendo até porque já tínhamos perdido bastante tempo à espera da comida (lembrem-se, não é fast food), na certeza porém de que iríamos fazer os devidos reparos no final da refeição.

Uma das funcionárias quando passa pela nossa mesa pergunta, simpática e profissionalmente, se estava tudo bem. Tive que responder que “mais ou menos”. Pedi a ementa para confirmar uma coisa. Eu próprio fiquei na dúvida se tinha lido “fresca, como deve ser” e se essa frase estava no topo da lista de pastas ou apenas em alguma pasta específica.

Está no topo da lista, logo a seguir ao título, em jeito de introdução a todas as pastas.

Indiquei à funcionária que aquilo era um erro, uma mentira, um engano para o cliente. Respondeu-me que existiam duas pastas efectivamente frescas, ao que respondi que então deveriam indicar nessas pastas específicas e não no topo da lista, ou correm o risco do cliente simplesmente mandar o prato para trás. Assunto arrumado, não há mais argumentos sobre este ponto: a massa é seca, de pacote!

Voltemos ao molho. Pedi para perguntar ao chef (sim, há um chef) há quanto tempo tinha sido feito o molho bolonhesa, já que parecia ter facilmente uma semana. A resposta foi “o molho já vem feito”. Como assim, “já vem feito?”, pergunto eu. “Já vem feito do nosso fornecedor”. Afinal a “pasta fresca, com deve ser” é seca e de pacote e o molho é de fábrica.

O molho nem sequer é feito numa cozinha. Vem de uma fábrica!

O que me choca não é a massa ser seca e o molho de fábrica. O que me choca é a mentira. O facto de se apresentarem como um restaurante italiano, com massa e ingredientes frescos, recusando o título de fast food, quando na verdade servem comida pior do que aquela que se compra congelada e de uma marca branca de um qualquer hipermercado.

De 0 a 10, o Pasta Caffé leva 1.
(Apenas porque os funcionários, apesar de parecerem ter formação zero, são simpáticos e profissionais.)

Comunicação enviada ao HGO, ARS Lisboa, DGS e Min. Saúde sobre os “fumódromos” à porta do Hospital de Almada

Category: Dia a dia | Data: 30 de Março de 2017 às 10:00 | Seja o primeiro a comentar
Exmo. Presidente do Conselho de Administração do HGO, Joaquim Ferro,
Exma. Directora Clínica do HGO, Ana Neves,
Exmo. Director-Geral da Saúde, Francisco George,
Exma. Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Rosa Matos,
Exmo. Sr. Ministro da Saúde, Adalberto Fernandes,
Na qualidade de utente do Hospital Garcia de Orta em Almada, venho por este meio expressar o meu profundo desagrado sobre uma situação que se perpetua nas 3 entradas principais do mesmo: o facto de terem sido transformadas em espaços de fumo oficiosamente autorizados (através da colocação de cinzeiros).
Nos 3 grandes acessos ao hospital: entrada principal, urgências e consultas externas, é impossível aceder ao edifício sem passar por uma cortina de fumo criada pelas dezenas de utentes, visitantes e funcionários que se concentram à porta a fumar.
Não me parece fazer sentido algum existir legislação que proíbe o acto de fumar dentro de edifícios hospitalares e ao mesmo tempo permitir que se faça o mesmo a 1 metro da porta.
Não sei qual é o cenário noutros hospitais, mas obviamente este meu reparo é extensível a todas as unidades em que o mesmo aconteça.
Os fumadores não são menos cidadãos, aliás eu próprio fui fumador durante muitos anos, não deve é o direito de fumar impor-se ao direito de ar limpo dos que não fumam, com especial importância em estruturas de cuidados de saúde.
Estou certo que V. Exas. tomarão as medidas necessárias para que este tipo de situações cesse com a maior urgência possível, sendo que a mais longo prazo seria aconselhável a criação de espaços para fumadores nestas grandes infra-estruturas hospitalares, desde que devidamente afastadas do edifício e das suas entradas.
Melhores cumprimentos,
Marco Almeida